Domingo, Fevereiro 01, 2009
O dia estava quente, eles largaram os cadernos na grama do quintal, tiraram a roupa, disputaram um corrida desajeitada e jogaram-se na piscina. Tornaram-se destemidos, donos do mundo, prontos pra disputa. Tom era inconseqüente, galanteador, olhos de gato, desconfiado. Parecia que algo sempre o incomodara. Muitas vezes alheio, tinha uma personalidade ácida, uma inquietação que muitas vezes atrapalhara sua vida. Evitara acima de tudo Sônia, a vizinha enlouquecida e voluptuosa e seus 15 anos. E tinha Fred. Calmo, reservado, esquivando-se dos olhares, da atenção. Um assumido pervertido, despreendido do futuro, às vezes chegando a ser assustador em suas confissões, e suas declarações fora de hora. Uma sabedoria fingida e certeira, que falava quase em segredo, apenas pra quem estivesse disposto a ouvir, não repetira, nunca repetira. Sônia... a vizinha, a devassa, a provocadora, era irmã de Fred, e Tom não tinha como evitá-la. Como toda boa estória, Sônia irá se apaixonar por Tom antes que ele perceba, e Tom irá se apaixonar mais, mais do que deveria. Sônia e Tom irão ter uma um romace secreto e uma vida sexual agitada, e Fred vai espiar tudo - sendo um assumido e orgulhoso tarado que é. - Tom não agira com grosseria, mas não arriscava-se a ser desafiado e vencido, e isso devido ao fato de senti-se a maior parte do tempo um completo inútel. Teve que assumir que o que mais machucara era lembrar o que o corrompeu, e lidar com o amor, o amor que sentia, que idelizara, que parecia explodir no peito, sobre esse amor Tom sabia até demais. Sônia era apenas uma prova de resistência, e uma vaga esperança. Eles vão usar uns aos outros de forma descarada, vão deixar uns aos outros na mão e no final só um lembrará dos outros dois de forma amável. Sônia casará com um homem grosseiro, e todo dia antes de dormir pensará em Tom, e em sua tragédia, e porque não se bastaram, e não entenderá porque aquela vida que agora levara dava uma sensação de alívio, e isso havia de bastar. Fred com medo de correr algum risco, não se entregará sem avaliar as opções, e de tanto separar, de tanto escolher sem amar, acabará sendo amado e não amando, pai de quatro filhos, estará muito ocupado pra lembrar. Tom não conquistará o que tanto sonhara, sua idéia de perfeição vai se partir assim como seu coração, várias vezes. Sem medo, mas cheio de culpa vai submergir num profundo sonho, e sem receio vai se entregar. A estória só irá provar que no final ninguém ganha, e a melhor época é a que pouco lembramos, e as melhores pessoas são as que esquecemos.
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1 comentários:
Ah esta história é muito bacana :) , Muito legal Sara ^ ^ tem um corte limpo, a ironia é que todos são inocentes... diferente de outras histórias que li.
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