- Você se considera o máximo.
- O quê?
- você se considera o máximo, se acha fodão.
- Não.
- Sim, vc se acha. Posso dizer pelo modo como se comporta. Mais ainda gosto de vc.Gosto do seu jeito.
- Suba um pouco o vestido.
- É ligado em pernas?
- sim. suba mais o vestido.
Ela obedeceu.
- Escute, vc não é algum tipo de maluco é? Há um cara molestando as garotas. Leva elas pro seu part. e depois tira suas roupas e com uma navalha marca os corpos delas com palavras cruzadas.
-Não sou ele.
- Tem uns caras tbm que comem vc e depois fazem pedacinhos do seu corpo. Ai vão encontrar parte do seu cu entalado num cano de esgoto, e o seu peito esquerdo numa lata de lixo.
-Parei de faze isso anos atrás. Suba mais a saia.
Ela deu uma bela erquida na saia. Era como se a vida e a alegria começassem agora, estava ali o verdadeiro sol. Me aproximei, sentei-me ao seu lado no sofá e lhe dei um bjo. Então me levantei, servi mais uns drinques e sintonizei o rádio na KFAC. Pegamos o inicio de alguma coisa de Debussy.
- Você gosta desse tipo de música?
A certa altura daquela noite, enquanto conversávamos, despenquei do sofá. Cai no chão e fiquei olhando aquelas pernas maravilhosas.
- Baby - eu disse. - sou um gênio, mas ngm além de mim sabe disso.
Ela me olhou, baixando a vista.
- Levante do chão, seu retardado, e me traga um drinque.
Trouxe-lhe a bebida e me encolhi perto dela. Sentia-me um idiota. Mais tarde fomos pra cama.As luzes estavam apagadas e fui por cima dela. Dei uma ou duas metidas, parei.
- Qual seu nome mesmo?
- Qual é a diferença, caralho? - Ela respondeu.
(Charles Bukowski).
Sábado, Dezembro 05, 2009
Assinar:
Postagens (Atom)
