Quinta-feira, Novembro 10, 2011


Poderia tê-lo agarrado as pressas, mas nunca me aventurei nem em telefonar. Poderia ter ficado quietinha no canto cama, em vez de fugir na surdina, me sentindo mulher correndo feito criança. Bem quis ter tido a coragem de não fugir do touro manso, abanando minha bandeira de glória, manchada de branco, como se em segredo dissesse: “ESTOU ME ENTREGANDO!”, em silêncio para o grande bando não ouvir. Poderia ter me surpreendido, deixando o galante de lado e corrido pro que não aposta com o que diz. Meu corpo embala sem medo os incertos, os homens ditos impraticáveis, almas alugando identidades prestes a ruir. E tudo permanece crescendo, enferrujando, há vida em todo lado, me vejo por toda parte, como se o desespero se calasse e o tic tac não estivesse me apagando, me deixando aproveitar um momento de consolo, juntando esperança naquele miragem de que poderia... enfim...

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