Segunda-feira, Abril 20, 2009

Quem ousou afirmar ter olhado pelo buraco da fechadura? Que conclusão é totalmente acertada? Que sentimento tu descarta na alma? A palavra criando fronteiras. Esquecer o corpo na chuva, esquecer o coração na dúvida. A chuva despertava. Absurdo é a porta entre aberta, é a invasão inevitável da parte sagrada dos que amamos, é ser testemunha do que não se apaga. O futuro de terror. O mundo prematuro, o mundo que tudo encaixa, onde nascer é salvar o outro, onde morrer é nascer um outro. Não há nada de absurdo além da negação do prazer, da nossa verdadeira natureza, da nossa insaciável aventura de viver, o perigo de ser. A vida, esperando pra ser suprida. Absurdo é negar o caos de todos os dias, o silêncio gritante pedindo mais uma vez, mais uma vez!! O absurdo é um teatro cômico, trágico, mágico, de impressões, especulações, prisão de asas abertas.

1 comentários:

Alexandre Henrique. disse...

Legal este texto, mostra tanto que viver é uma troca injusta, e se for comédia tem entrada e saída combinada, tem certas memórias que não desaparecem, por maior que seja a nossa insistência. Memória deve ser um eufemismo salutar para a sobrevivência.