Segunda-feira, Junho 29, 2009

Fiz segredos numa noite barulhenta, armei os olhos, nem avistei. Um sentimento guardado fora despertado, ele nem imagina. Nunca me coloque no domínio, nem conte os segundos pra uma declaração, eu sou insegura com promessas, insaciável de coração e sua afirmação é meu ponto de saida, eu já havia desistido a muito tempo. Todos tão bem apresentáveis, eu os assistiria a vida inteira. As contradições, as colocações fora de hora, o sono pesado pela embriaguez prometida, a essência despertiçada, todos os cacos de vidro dançando no chão e você só conta a hora de deixá-la. Sem pressa, logo tudo isso será esquecido. Achar seu par, ela quer renascer, vencer mais uma madrugada descrente e solitária. Ela chora na sala os abraçando, diz amá-los, eles acreditam. Ele fode no quarto com violência, ela tenta fazer com mais ternura. "Um pouco de atenção", ele divaga deitado imaginando a próxima mentira, e seu corpo esguio já mostra sinais de cansaço. A tosse exagerada causa espanto, a perdição em quartos compartilhados, imundos, mas pra eles cabe todo o mundo, toda a glória desejada. Debatem o amor, e chegam a conclusão que todos sonham o mesmo. Eu sempre os notarei.

3 comentários:

Iza disse...

tão triste e leve quanto um fim de tarde solitário.

muito bonito.
muito real?

beijo

O Lobo-Mau disse...

e quem precisa do oriente pra viver?
foda-se ond fica o oriente, ond fica o ocidente, ond fica o inicio e ond fica o fim.....

desorientado é ond cego enxerga bem...

Sara disse...

Foi mal ter apagado o título Yarguim. Era "desorientada", só pra constar.