Sábado, Agosto 15, 2009

Um pouco de atenção quando confessa e cede, e seus olhos úmidos me confunde. Um pouco de atenção quando quer está sozinha e não retorna a ligação. Quando grita aos prantos, e me força evitar. Mais um pouco de atenção quando canta de olhos fechados. Um pouco mais quando se acidenta e a vergonha de poder ter evitado não convence. Um pouco, quando embriagada você se declara. Um pouco de atenção quando meu mundo se converte nisso tudo, que é tão bom e tão triste. Quando seu mundo se resume em alguém tão longe. Um pouco de atenção quando você desanima e falha. Um pouco mais quando você não diz. Um pouco, quando diz. Um pouco mais de atenção quando renuncia uma certeza, por várias dúvidas. Aquieta os nervos. Não precisas que te deêm instruções, nem cobertura. Você precisa de uma tarde no parque. Para de mendigar afeto e acertar nos olhos de quem não quer te ver. Sossega, maneira nas tuas observações e deixa de incorporar tanto a vilã, você é a mocinha. Nota essa arma nos teus olhos, e nessa tua raiva. Mantenho o ar leve, e a respiração constante, respira, respira!! O céu continua azul, a grama crescendo, o sol nascendo, o mundo gritando pra continuarmos aqui. O que vencer? O que curar? Tudo lindamente apresentável, você lindamente apresentável.

1 comentários:

Iza disse...

não sabia que vc sabia escrever cartas de amor, meu bem.
e as escreve perfeitamente bem.